Dias de Inferno na Síria

Na madrugada de domingo eu tive um estranho pesadelo. Sonhei que estava viajando na van que sempre pego para ir para Marabá. Como de costume eu olhava pela janela a paisagem, mas tudo mudou de repente. O cerrado tocantinense se tornou um deserto. O céu estava azul e sem nuvens. A van deu uma freada brusca e começou a ser baleada por fuzis militares. Fui atingido e acordei, olhei para o lado da minha cama e vi o livro Dias de Inferno na Síria de Klester Cavalcanti em cima do criado-mudo. Eram 5:27 da manhã.

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Na ponta dos pés

Estamos sempre em busca de algo. Sempre na pontinha dos pés, para alcançar o que nos é tão desejado. E por mais que cresçamos nunca é o suficiente, o que queremos sempre estará a uma pontinha de pé de distância. Mas nunca ao alcance de nossas mãos. Se estivesse, que graça teria?

Que graça teria alcançar a mesa e não ficar na pontinha dos pés pra assistir a avó fazer o nosso bolo favorito, que quando criança, não nos cansávamos de pedir encarecidamente que ela o fizesse?

O que seria da bailarina sem a ponta dos pés? Se toda sua leveza e a impressão que temos de que ela está flutuando sobre o palco, se o que nos encanta é saber que por mais doloroso que seja pra ela estar apoiando todo o seu corpo sobre a ponta dos pés, ainda assim, ela o faz com tanta naturalidade, com um sorriso no rosto, nos ensinando que por mais difícil que seja, nós conseguimos suportar e o fazemos felizes pela simples consciência de que sim, nós conseguimos. Não nos atrairia se fosse tão simples.

O que seria das moças de um metro e cinquenta, que insistentemente procuram os lábios de rapazes de um metro e noventa para beijar? É na ponta dos pés que elas ficam pra alcançar seu tão desejado céu.

Quando criança, temos a impressão de que basta a pontinha dos pés pra conseguir tocar as estrelas. Só que a gente cresce e passa a usar sapatos que, ou nos impossibilita de alcançar os nossos pequenos troféus, ou já nos deixam na ponta dos pés, nos dando a impressão de que tudo está ao alcance de nossas mãos.

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A gente cresce e esquece que basta tirar os sapatos que nos iludem, que nos prendem em nossa mania de nos diminuir, ou na mania ilusória que temos de nos engrandecer, para que a gente fique do tamanho exato que precisamos ser, pra conseguir aquilo que precisamos ter.



Texto de Flavia Caixeta. Acadêmica de Jornalismo na Universidade Federal do Tocantins. Cronista doflavia O Correio Tocantinense.



O amor meus caros, ele não espera

A gente não consegue ficar parado, estamos sempre transitando pra lá e pra cá na vida das pessoas. E nossas vidas também se tornam estradas em que completos estranhos vêm e vão, alguns deles não se contentam em permanecer estranhos, e abrem uma nova estrada, ligando a deles com a nossa.

Já outros simplesmente não vieram pra ficar, por mais que gostaríamos que ficassem, e às vezes dói tanto quando não ficam que ao invés de estradas, a gente passa a construir paredes, bloqueando todas as chances que a vida poderia nos dar, não de fazer da nossa estrada a mais movimentada, mas de nos dar a chance de ter as melhores pessoas movimentando-a.

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Boyhood e a Complexidade da Vida

Na rotina diária você se depara com a mesmice de sempre, vivendo em algo onde tudo parece ser sempre igual. Só que a vida não é, e jamais será sempre igual. A simplicidade desta é de uma complexidade gigantesca. Justamente essa dificuldade em entender e compreender a complexidade e a importância embutida nos mais simples atos, é o que faz com que Boyhood – Da Infância a Juventude consiga ser tão magnífico.

Reprodução Contra Tempo

Reprodução Contra Tempo

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A Queda de Nixon

No início do mês, eu fui quase expulso da república onde eu morava. Tudo bem, eu estava planejando minha mudança já havia um bom tempo, mas quando um certo calouro de medicina tomou conhecimento do que eu estava planejando, ele tratou de providenciar imediatamente a minha mudança para se livrar o quanto antes da minha ocupação. Da mesma maneira o presidente Richard Nixon tentou se livrar da saia-justa que David Frost o colocou, quando ele praticamente se vendeu para uma entrevista de Talk Show.

Reprodução PopMatters

Reprodução PopMatters

Em Frost/Nixon (2008) é iniciada uma guerra fria, quando o apresentador comediante, DavidFrost (Michael Sheen), decidiu mudar sua reputação convidando o então presidente dos Estados Unidos Richard Nixon (Frank Langella) para uma entrevista com um tom bem distante da sua comédia exorbitante. A intenção do showman é mostrar que ele pode se tornar um jornalista sério, e reconhecido no mundo inteiro como: Aquele que fez o cavaleiro de ferro se enferrujar diante das câmeras.

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Críticas ao DCE e a réplica

Reprodução AF Notícias

Reprodução AF Notícias

Na última sexta (13/02), o Movimento Abre-Alas iniciou uma reivindicação intitulada “Ningueem sai! Cadê meu DCE?” . Thassio Carvalho, Acadêmico e Presidente do Centro Acadêmico de Filosofia,e também um dos organizadores, afirma que “Nossa maior reivindicação é que o DCE realmente seja dos estudantes”, em relação as acusações da ausência da entidade na relação com os universitários, Thassio explica que “Todos e todas tem a mesma dificuldade em ir até o DCE, que deveriam ter pessoas para receber os estudantes, propostas, idéias e fomentar o debate, e encontram as portas fechadas.”

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Um tapinha não dói

Em minhas voltas nas redes sociais, deparo-me com uma declaração na revista Istoé ,feita pelo nosso querido “Papa Chiquinho” , alegando que a forma de punição através da palmada era algo justo, contanto que não fosse ao rosto para não humilhar. Isso me remeteu à Lei que foi aprovada no ano passado: a Lei da Palmada, ou a Lei menino Bernardo (até hoje penso que o nome do garoto não tem nada a ver) que protege a criança contra a punição usando a “violência”.

Não sou a favor de espancamento, maus tratos ou coisas do gênero, porém a partir do momento em que o diálogo não consegue resolver o problema, mesmo depois de utilizá-lo diversas vezes, é necessária sim a aplicação do castigo físico:

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E aí Doutor, o que eu tenho?

A verdade é que de uns tempos pra cá eu venho me sentindo diferente, sabe?

No inicio eu não me importei, achei que fosse uma dessas coisas passageiras que todo mundo sente pelo menos uma vez na vida. Mais ai é que tá, não passou. Continuou em mim, crescendo. É como se eu estivesse brincando de cabra cega a minha vida inteira, sem saber pra onde ir, no escuro, apenas seguindo as vozes que vez por outra me indicavam a direção. Direção essa desconhecida por mim, mas não fazia diferença, eu não me importava em ser guiado, pois bem sei que nem eu sabia pra onde queria ir.

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Acadêmicos da UFT denunciam ações de motorista da linha 9

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Reprodução Prefeitura de Palmas

Acadêmicos da Universidade Federal do Tocantins, e outros usuários,  denunciam irregularidades na linha de Transporte Coletivo 9 – UFT da empresa Miracema.

Em relato Hellen Maciel, 20, Acadêmica de Comunicação Social, disse: “Este homem sem ética e educação trata os clientes da Miracema como se fossem animais. Enquanto as pessoas tentam entrar no transporte coletivo ele acelera o veículo.”[..]”Inúmeras vezes já entrei no coletivo enquanto ele estava em movimento, por que este senhor não tem o bom senso de esperar todos os passageiros entrar.”

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