A Ditadura da Beleza e as vitimas opressoras

O padrão de beleza evoluiu ao longo dos séculos, ao deixar de ser um recurso unicamente de reprodução para se tornar ostentação de imagem e status social. A beleza cobrada no mercado social é fabricada artificialmente, no qual as pessoas acreditam que tal beleza possa garantir sua felicidade. Isso faz com que as pessoas se desviem da principal beleza, a interna.

Os gregos foram os primeiros a esmerar-se com a beleza, Afrodite e Narciso, são as melhores representações do que é belo e perfeito na mitologia grega. Os padrões de beleza moldam-se com o tempo, e podem tornar-se uma ditadura, na medida em que cobram mais do que se pode fazer.  Ao aceitar as injunções impostas pela sociedade, automaticamente as pessoas se corroboram com tais imposições, e buscam incessantemente pela presença e aparência notada, a fim de serem consumidas, de alguma forma, pelos interesses alheios. Sem perceber que ao valorizar somente o aspecto exterior, o interior adoece, preenche-se assim o vazio do aspecto interior com o aspecto exterior.

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De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o primeiro em intervenção estética, com 1,49 milhão, seguido dos Estados Unidos, México e Espanha. Dentre as cirurgias, as mais procuradas são de lipoaspiração e próteses mamárias. Esse é um problema de cunho social, pois, as pessoas procuram a todo o momento pela aceitação e autoestima elevada, com isso, a indústria da beleza aproveita e vendem seus produtos como forma de salvação, felicidade e inclusão social.

Na obsessão de um corpo perfeito, muitas pessoas se enxergam de forma distorcida no espelho, para os anoréxicos, seu peso e sua aparência tornam-se inaceitáveis e as medidas para chegar ao corpo desejável muitas vezes são agressivas e podem levar a óbito. 95% dos casos de internação por anorexia são de adolescentes.

Quando a pessoa tem sentimento de inferioridade ela se acha inadequada e tende a procurar uma identificação social para se enquadrar nos moldes e obter valor perante a sociedade. Ao adotar um comportamento artificial e aceito socialmente, a pessoa passa negar seu eu cada vez mais.

A mídia passou a ser o disseminador simbólico do que são padrões e o que deve ser seguido e, a rede social veio maximizar esse fato como o lar da visibilidade. A maioria dos usuários das redes social tendem a mostrar seu sucesso, beleza e realizações para amigos e seguidores, sem perceber que esse sistema escraviza e não corresponde com o estado interior da pessoa.

Esta é a reprodução de uma falsa imagem difícil de ser combatida! A crítica é a reafirmação de uma crença ao questiona-se por estar fora da “forminha”. É fácil se aceitar e seguir uma vida tranquila, sem rótulos, padrões, mas com muita autenticidade. Se quiseres destacar sua beleza, comece cultivando-a internamente.


Texto de Hellen Maciel. Estudante de jornalismo; crê num Ente, pai do amor; contempla a natureza 11216145_10203925152639115_475026350_ne o conforto urbano; no mais, não reconhece sua própria existência.



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