Sobre escrever

Como num filme de fantasia, quando descobrem a fábrica de realização de desejos, ou quando encontram o pó mágico que faz com que tudo de mais magnifico aconteça, assim é escrever. Para mim pelo menos. Escrever é se apropriar de tudo aquilo que na verdade, não me pertence. E eu descaradamente o faço, e me aproprio repetidas vezes.

Sou minha própria terapeuta. O problema é que minha terapeuta é completamente louca. Ela é confusa, não sabe o que quer, mas o bom disso tudo é que ela sabe fingir muito bem que é exatamente o contrário. Eu sou cada um dos meus textos. Eu sou cada personagem. E sou nenhum deles também. Eu posso ser o que eu quiser basta que eu escreva. Basta que eu materialize em forma de palavras e BUUM, passa a ser real.

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NÃO É SÓ UMA “MAROLINHA”

O mundo passa por uma crise econômica desde 2008, que começou nos EUA e alastrou-se pelo mundo a fora em questão de meses. A crise é oriunda do colapso da bolha imobiliário e alimentada pela enorme expansão de crédito bancário.

No supermercado, no posto de gasolina, nas farmácias e na conta de luz, são visíveis os sinais de que a crise econômica chegou ao Brasil. Desprezada pelo ex-presidente Lula, a crise não está sendo só uma “marolinha”, para os brasileiros o mercado foi afetado de forma clara e haverá impacto no número de emprego ao longo do ano.charge

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A Louca mente de Beija Flor – part. II

Ele, que era a alma viva de uma metamorfose ambulante, desfilava por ai com seus cabelos encaracolados tocando os ombros, depois aparecia com a cabeça raspada no um, e quando menos esperávamos, lá estava ele, exibindo um moicano. Ele, um rapaz jovem, com seus vinte e poucos anos, tinha o dom de tocar e cantar as dores e as alegrias para quem quisesse ouvir, com a habilidade de um velho que viveu tempo demais.

Quando ele aparecia com um violão, eu logo me sentava perto, pois não podia perder minha terapia mais eficiente, e ao meu lado, sempre havia um ou outro fazendo exatamente o mesmo. E ele, com suas tantas peculiaridades, apossava-se de seu grandioso palco, que às vezes não passava de um espacinho no centro de um bar, cantava e tocava com um olhar tão perdido, e que uma ou duas vezes se perdia no meu e se prolongava de uma maneira que eu verdadeiramente achava que aquela música do Seu Jorge que eu tanto gosto era dedicada pra mim, mas logo ele desviava o olhar com tal indiferença que me fazia acreditar que meus olhos tinham sido apenas mais um, de muitos os pontos em que ele permitia, mais uma vez, perder seu olhar.

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Jurassic World: O mundo dos Dinossauros

Em meados de 2001, quando o Jurassic Park III havia sido lançado, eu estava naquela clássica fase de sonhar em conhecer algum parque temático que fosse realmente grande e surpreendente, como o Hopi Hari, Playcenter ou até mesmo o Disney World. Pois é, nenhuma dessas coisas aconteceram até 2006 quando fui pela primeira vez no Beto Carrero World. Como eu ainda era uma criança, tudo aquilo parecia gigante e sem-fim, já que você passava o dia inteiro no parque e mesmo assim não conferia tudo que ele poderia oferecer. O fato é que depois que cresci nada daquilo parecia me surpreender mais, até eu conhecer por meio das telas de cinema o Jurassic World.Jurassic_World

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A louca mente de Beija Flor.

“- E se eu não conseguir?”, ela me perguntava vez por outra.  “- E se eu tiver medo?”.  Ela, que chamarei aqui de Beija Flor, insistia numa fraqueza que não tinha. Insistia num medo que não sentia. Agarrava-se á uma insegurança que não era dela. Ela é confusa, me permito dizer. Ama a natureza, mas possui um medo de si mesma que às vezes me parece incontrolável, e às vezes, me parece que nem existe.

Beija Flor é de fases. De momentos. À noite vira criança, com a mente derretida por um doce que amarga em sua boca. Ela sorri, e a gente sorri junto pelo simples fato de que ela exala alegria. Mas quando resolve derramar suas lágrimas, todos ao seu redor se vê chorando, dividindo com ela as mesmas dores, embora ninguém saiba o que se passa naquela cabeça.

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Tomorrowland

Na minha infância, todos os meus primos gostavam de brincar de coisas realistas, que fisicamente estivessem ali. Eu nunca fui muito chegado na realidade. Por isso meus primos não gostavam das minhas brincadeiras, que envolviam a imaginação, porque na verdade era muito difícil para eles imaginarem as coisas. Embora a realidade nunca se aproxime de um mundo utópico criado mentalmente, há brechas para que isso aconteça, e foi exatamente isso que permitiu que Casey Newton descobrisse Tomorrowland.

Divulgação

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