Jurassic World: O mundo dos Dinossauros

Em meados de 2001, quando o Jurassic Park III havia sido lançado, eu estava naquela clássica fase de sonhar em conhecer algum parque temático que fosse realmente grande e surpreendente, como o Hopi Hari, Playcenter ou até mesmo o Disney World. Pois é, nenhuma dessas coisas aconteceram até 2006 quando fui pela primeira vez no Beto Carrero World. Como eu ainda era uma criança, tudo aquilo parecia gigante e sem-fim, já que você passava o dia inteiro no parque e mesmo assim não conferia tudo que ele poderia oferecer. O fato é que depois que cresci nada daquilo parecia me surpreender mais, até eu conhecer por meio das telas de cinema o Jurassic World.Jurassic_World

O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, se tornando então uma grande ameaça para a existência humana. Cabe agora ao treinador Owen Grady (Chris Pratt) ajudar a doutora a salvar o parque e os turistas.

Jurassic World é um daqueles remakes fantásticos que utilizou das novas tecnologias para se readaptar as telas de cinema da atualidade. Com um tom de continuidade, o filme consegue agregar ao seu roteiro um show de efeitos especiais que dão uma sensação de que tudo aquilo foi realmente filmado em um set real, inclusive os dinossauros. O mais surpreendente é que o diretor Colin Trevorrow conseguiu se manter fiel aos filmes anteriores da franquia de Steven Spielberg, apenas com uma atualização de cenários antigos e muita computação gráfica.

O filme possui um roteiro meio fraco ao meu ponto de vista devido aos tantos outros lançamentos com o pacote fechado de herói/mocinha/vilão. E é ai que toda inovação tecnológica entra em cena, pois graças as muitas cenas de ação e suspense, o filme consegue prender o público desde as primeiras impressões do park até o início do clímax.

É interessante pois em Jurassic World os cientistas buscam inovar (já que neste filme o parque já está a anos em funcionamento) e os turistas estão acostumados com as atrações que ele já possui, logo surge a brilhante ideia de mexer na genética dos animais para criar seres maiores e muito mais ferozes. Tanto é que a última criação da Dra. Claire, a Indominus Rex, se torna a grande ameaça do filme, trazendo uma onda de caos e terror ao parque.

Os atores como sempre performam aqueles papeis esteriotipados que sempre lhes sobram. Chris Pratt, de Os Guardiões da Galáxia (2014), é o treinador bonitão que vai salvar todo mundo. Bryce Dallas Howard, de A Saga Crepúsculo: Eclipse (2010) é a cientista que comete o erro de criar uma fera indomável. E Nick Robinson, de Os Reis do Verão (2013), e Ty Simpkins, de Iron Man 3 (2013), são aqueles dois irmãos pequenos que ficam perdidos e em apuros no parque.

Enfim, Jurassic World merece ser conferido por empolgar todos que o assiste, além disso ele conseguiu salvar o fracasso de 2001 em Jurassic Park III. Ele tem falhas? Sim. Essas falhas prejudicam o desenrolar da história? Não. Embora o roteiro ficasse muito preso aos anteriores, isso não ofusca toda a ação e o clímax do filme. Qualquer um que tenha assistido posso ter certeza que se empolgou bastante. Seria impossível não se empolgar.


Texto de Zeus Bandeira. Acadêmico de Jornalismo na 11140123_705550552889134_1635325329103791802_nUniversidade Federal do Tocantins. Estagiário da Assessoria de Imprensa da UFT. Paraense. Escreve sobre livros, filmes e cultura na mídia. Responsável pela coluna Mito Ou Verdade do portal Sou UFT na Intranet.


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