Cidades de Papel (Paper Towns)

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Não importa quantas garotas passem pela vida de um garoto, sempre haverá 2, 3 ou até 4 que marcarão a sua vida até a morte. Quentin Jacobsen tem sua adolescência marcada pela misteriosa Margo Roth Spielgeman, que indiretamente obriga o garoto a aproveitar os seus últimos dias no ensino médio da melhor forma possível. Em meus 20 anos de vida, já apareceram 3 Margos que me fizeram viver na mesma cidade de papel que Quentin, cada uma de um jeito diferente.

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Cidades de Papel é centrado em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela e não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece, deixando supostas pistas de seu paradeiro.

De primeira, o enredo não parece surpreender muito. Um garoto nerd que se apaixona por uma garota popular do colégio. Mas Margo Roth Spielgeman não é aquela abelha rainha detestável que não trás nenhuma novidade. A grande trama do filme é justamente o mistério que a envolve e como o herói parte em busca dela.

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John Green me surpreendeu muito mais neste livro/filme do que no dramático A Culpa é das Estrelas (2014), já que agora a história se passa em um cenário bem mais realista, que faz com que qualquer um que já tenha passado pelo ensino médio volte no tempo em suas memórias.

O mais interessante é que para aproximar os personagens ao público, o longa se recheia de referências a elementos da Cultura Pop, desde Game of Thrones até uma épica cena com Pokémon. Perfeito para deixar todos nostálgicos e os mais nerds vibrando no cinema.

Um road movie para jovens, Cidades de Papel impressiona a geração Y por conversar diretamente com ela através de referências atualizadas e não muito antigas. É um longa despretensioso, que retrata este período de descobertas e os amores platônicos que todos temos (ou teremos) na vida. Para quem já passou desta fase, como eu, nos faz revisitar estes anos com muita saudade.


Texto de Zeus Bandeira. Acadêmico de Jornalismo na11140123_705550552889134_1635325329103791802_nUniversidade Federal do Tocantins. Estagiário da Assessoria de Imprensa da UFT. Paraense. Escreve sobre livros, filmes e cultura na mídia. Responsável pela coluna Mito Ou Verdade do portal Sou UFT na Intranet.



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