MAPA Educação: Ainda existe esperança

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O Movimento Mapa Educação é um grupo formado por cerca de 40 jovens movidos pelo ideal de engajar a sociedade pela educação pública brasileira de qualidade. O grupo ganhou identidade ao longo do ano passado, quando, com diversas ações, contribuiu para o aquecimento do debate sobre educação e colocou em pauta a agenda educacional.

Um grupo suprapartidário, sem fins lucrativos, sem qualquer vínculo político, que comprovou através do Manifesto do Buraco que é possível acreditar numa educação pública de qualidade. O Manifesto Mapa do Buraco, foi elaborado por jovens, entre eles bolsistas brasileiros da universidade de Harvard, e contou com entrevistas com Eduardo Suplicy, Frei Betto, Jorge Paulo Lemman, Gilberto Gil, FHC, entre outros. A sabatina, em período de eleições presidenciais, deu oportunidade para internautas questionarem os representantes de ambos partidos que chegaram ao segundo turno. Ministro Paim (PT) e Maria Helena Guimarães (PSDB) foram os sabatinados. Por último, o desafio de que candidatos aos poderes legislativos e executivo no país se comprometessem publicamente com a educação pública de qualidade através de um vídeo dizendo como tapariam os buracos da educação brasileira.

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Imperfeição

Concluí que não importa o quanto cresçamos, seremos sempre crianças. Crianças tolas, mimadas, inconformadas, cheias de vontades, cheias de sonhos, cheias de respostas e soluções. Concluí que não importa o quão maduros nos tornamos, sempre choraremos por dores bobas, dores fúteis, choraremos sem motivos, e não nos envergonhamos por isso. Não sentimos vergonha por chorar, por ser inconsequente, por fazer birra quando queremos algo, por ser ingênuos e acreditar na bondade das pessoas mesmo quando não praticada. Não nos envergonhamos pois somos apenas crianças.

Foto desenho Ana Vitória R. Cunha

Foto desenho Ana Vitória R. Cunha

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Eu sou o perigo

Eu sou como uma maçã linda, vermelha, tentadora e envenenada, esperando uma grande mordida dos ingênuos arrogantes que acham que podem pisar em mim. “Deixe que venham”, é o que penso quando acordo e me deparo com uma matilha de lobos sedentos pela minha desistência ao olhar pela minha janela. Deixe que venham todos eles de uma vez, assim não vou perder meu tempo destruindo-os um por um.

Eu sou como a força de uma mãe solteira que mata mil leões por dia pra dar uma educação decente para seu filho, ensinando-o que nada nessa vida vem de graça, ensinando-o a ter força pra lutar pelo que se quer, ensinando-o sobre respeito e honestidade e ao mesmo tempo a se defender de tudo aquilo que o puxa pra baixo e mais pra baixo.

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Sobre escrever

Como num filme de fantasia, quando descobrem a fábrica de realização de desejos, ou quando encontram o pó mágico que faz com que tudo de mais magnifico aconteça, assim é escrever. Para mim pelo menos. Escrever é se apropriar de tudo aquilo que na verdade, não me pertence. E eu descaradamente o faço, e me aproprio repetidas vezes.

Sou minha própria terapeuta. O problema é que minha terapeuta é completamente louca. Ela é confusa, não sabe o que quer, mas o bom disso tudo é que ela sabe fingir muito bem que é exatamente o contrário. Eu sou cada um dos meus textos. Eu sou cada personagem. E sou nenhum deles também. Eu posso ser o que eu quiser basta que eu escreva. Basta que eu materialize em forma de palavras e BUUM, passa a ser real.

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NÃO É SÓ UMA “MAROLINHA”

O mundo passa por uma crise econômica desde 2008, que começou nos EUA e alastrou-se pelo mundo a fora em questão de meses. A crise é oriunda do colapso da bolha imobiliário e alimentada pela enorme expansão de crédito bancário.

No supermercado, no posto de gasolina, nas farmácias e na conta de luz, são visíveis os sinais de que a crise econômica chegou ao Brasil. Desprezada pelo ex-presidente Lula, a crise não está sendo só uma “marolinha”, para os brasileiros o mercado foi afetado de forma clara e haverá impacto no número de emprego ao longo do ano.charge

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Tomorrowland

Na minha infância, todos os meus primos gostavam de brincar de coisas realistas, que fisicamente estivessem ali. Eu nunca fui muito chegado na realidade. Por isso meus primos não gostavam das minhas brincadeiras, que envolviam a imaginação, porque na verdade era muito difícil para eles imaginarem as coisas. Embora a realidade nunca se aproxime de um mundo utópico criado mentalmente, há brechas para que isso aconteça, e foi exatamente isso que permitiu que Casey Newton descobrisse Tomorrowland.

Divulgação

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Metanoia

Vou contar pra vocês que fiquei muito desapontado pela escassa quantidade de filmes brasileiros que são produzidos. A maioria envolve comédia e é raro encontrar um filme como O Vendedor de Passados (2015) que possui um gênero raro no Brasil. Infelizmente este filme não veio para Palmas, mas eu fui agraciado por um outro lançamento, com gênero raro, nas telas palmenses. Isso me fez lembrar de alguém muito próximo a mim, aliás, todos que assistirem este filme lembraram de alguém.

Eduardo (Caique Oliveira) é mais um em meio aos milhares de usuários regulares e dependentes do crack. Criado na periferia de São Paulo, a boa educação oferecida por sua mãe, Solange, não o impediu de ficar preso no mundo das drogas. Ele fica perdido em meio à autodestruição, enquanto Solange tenta desesperadamente salvar o filho do vício.

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Meu amigo Pedro

Pedro nasceu em um dia qualquer, ás 16 horas daquele dia comum. Cresceu em um bairro meia-boca. Era o mais comedido do grupo de garotos da rua de baixo. Não conseguia se impor em nada. Nunca conseguiu ser herói de ninguém, nem dele mesmo. Tão menos soube ser vilão. Não sabia articular a sua vontade acima de algum pudor, moral ou qualquer outra coisa suja, feia, desrespeitosa. Não que fosse correto, também não era, mas se atrapalhava nos conceitos. Confundia maus modos com maldade. Dava a mesma importância dos advérbios aos adjetivos com a ingenuidade de moleque. Foi insuficiente em tudo, mas não percebeu, pois fazia parte do elenco principal da sala de estar. O prognóstico de anti-heroi veio quase que sem querer. Talvez ficasse feliz se soubesse que Dom Quixote não faria melhor, mas achou por bem não arriscar comparações. Evitavam guerras entre cavalarias e possíveis check-ins em alguma rede social. Estrategicamente os tempos eram outros.

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Não posso ficar

Sob a sombra de uma árvore num lugar qualquer, um casal se abraçava e se enroscava nas promessas feitas um para o outro.

-Promete que vai ser pra sempre?

-Eu prometo.

Ele queria que o pra sempre fosse uma promessa, e foi o que ela lhe deu. Ela prometeu acreditando do fundo de seu coração em sua promessa e ele acreditou cegamente que ela seria cumprida, e enquanto se abraçavam sob a sombra daquela árvore, abraçavam também o futuro tão bem planejado, e que por sua vez, se tornava tão incerto.

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